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URUGUAI - O Parlamento do Mercosul
aprovou esta noite o seu regulamento
interno e na próxima terça-feira deverá
analisar a agenda política, discutindo
uma moção apresentada pelos partidos
tradicionais do Uruguai sobre o conflito
com a Argentina por causa da construção
de fábricas de celulose na fronteira
entre os dois países.
A moção foi proposta pelo deputado
Germán Cardozo, do Partido Colorado do
Uruguai, e apoiada por representantes do
Partido Nacional (Blanco). Mas não
entrou em debate na sessão desta
segunda-feira, por falta de tempo.
Cardozo disse que procura conseguir um
debate sério e em profundidade sobre um
tema próprio à natureza da existência do
Parlamento do Mercosul. Na sua opinião,
a disputa entre Argentina e Uruguai já é
"inadmissível".
- Por um lado, está interrompido o livre
trânsito de pessoas e mercadorias entre
dois países. Por outro, o resto dos
membros mostra indiferença diante de um
tema que hoje é o mais grave no Mercosul
- acrescentou.
Cardoso denunciou a violação do Tratado
de Assunção e da finalidade do
Parlamento do Mercosul, que é velar pelo
cumprimento das normas jurídicas dentro
do bloco.
A coalizão de esquerda Frente Ampla, que
governa o Uruguai, não vai apoiar a
moção do Partido Colorado. Seus
representantes acreditam que o debate no
Parlamento não contribui para a mediação
do conflito, segundo o deputado
governista José Mahía.
Agência EFE |